Trago minha segunda reação, feita durante meu segundo semestre de Ciências Sociais, na UFRN! Vale a pena ler sobre Edgar Morin, tente perceber o simples no complexo!www.edgarmorin.org.br
Espero que gostem e comentem também!
Desfrute:
A leitura do texto para mim foi bastante complexa, mas interessante; por abordar diversos temas que estavam interligados somente ao duplo pensamento. Logo no início descobri que a razão e a magia caminham juntas desde os nossos antepassados e ainda coexistem no mundo contemporâneo. É interessante como o nosso racional e espiritual se manifesta no mundo tido como real e no mundo subjetivo, existente dentro de cada um de nós.
O pensamento simbólico em minha opinião, reflete e interpreta a realidade; os símbolos de alguma maneira resumem aquilo que acontece no mundo, fazendo com que se tornem algo conhecido e concreto, pois representam e evocam algo abstrato à nossa visão.
Como católica, vejo a imagem de Cristo na Cruz, como um símbolo de grande importância na minha formação pessoal e em minhas crenças, nela observo os princípios do bem e do mal refletidos num ato de amor e coragem e pelo que entendi, os meus valores são formulados no mundo através dos símbolos. Nós, seres humanos, somos incapazes de suportar viver num mundo incompreensível, daí os símbolos ajudarem nessa interpretação.
O texto me fez perceber que a magia é uma crença mantida na sociedade contemporânea, pois ao nascermos ou até mesmo antes, nossos pais escolhem um nome para nós; isso no meu entendimento é magia, tanto na escolha quanto no significado do nome escolhido, há uma crença, superstição ou desejo que será refletido no nome evocado por toda a vida daquele ser.
Não entendo o mito com algo distante da racionalidade, mas sim como uma expressão lógica da história ali relatada, que pode ser aceita por uma determinada cultura e por outra não. Mas creio que todos os mitos tenham como objetivo principal a reflexão da narrativa e do contexto histórico-social ao qual pertenceu. O texto exemplifica o mito do sacrifício (morte/renascimento), muito conhecido por nós, pela história de Jesus Cristo crucificado; com intuito de salvar a humanidade e cumprir sua missão como filho de Deus.
Acredito que a religião seja uma forma histórica da mitologia e da magia, que se transforma e se desenvolve. A crença religiosa e o ritual se encontram e se confrontam, onde as coisas reais são descritas pela nossa visão de mundo e esta se apresenta como imagem da verdade.
Após a leitura me pergunto o que é o real? Penso que é algo muito distante e ao mesmo tempo próximo de mim, pois todos os dias entro em contato com o real, só que de maneira indireta, através da linguagem do real. É o mistério da razão, que não conheço e daí a necessidade da crença nos mitos em nossa sociedade.
Como o próprio autor sugere, é preciso racionalizar o irracional, ou seja, temos que criticar a razão. O mythos e o logos devem ser entendidos como pensamentos complexos , mas que ao mesmo tempo se diferenciam e se completam, onde no mundo exterior usamos a razão, mas no mundo interior o sentido. A magia das coisas irreais predomina e nos faz perceber que a verdade pode ser alcançada também com a ajuda do mito, uma maneira histórica e alternativa de expressar e ordenar as idéias.

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