quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Filme Obsolescência Programada explica por que produtos têm vida útil curta!

Boa Tarde galerinha,

Hoje quarta feira de cinzas, trago um assunto bastante conhecido para quem é da área ambiental, mas que muitas pessoas leigas não conhecem! O nome é Obsolescência Programada.

Quero compartilhar com vocês essa matéria da  revista Super Interessante sobre esse tema e também pedir que todos assistam o filme que retrata a foma como o mundo moderno nos impulsiona ao consumo exacerbado! Reflitam!



O documentário espanhol Obsolescência Programada, lançado em 2010 na Europa, chegou apenas neste anos aos Estados Unidos, com o nome de The Light Bulb Conspiracy (A Conspiração da Lâmpada, em inglês). Sua diretora, Cosima Dannoritzer, foi à América para divulgar e apresentar sua obra em festivais – ainda não há previsão para estrear no Brasil. Apesar de não ser um filme inédito, retoma-se a discussão de seu tema principal: a indústria determina duração curta para alguns produtos com o objetivo de estimular o consumo das versões mais atuais.
Basta pensar na seguinte situação, bem recorrente: seu aparelho de DVD quebra; você o leva para o conserto, mas o orçamento fica tão caro que vale mais a pena comprar um novo! O motivo de o equipamento antigo ficar obsoleto? Como mostra o Obsolescência Programada, ele chegou ao limite programado pelo próprio fabricante.
O documentário começa apresentando o que ocorre com a indústria de lâmpadas. Na década de 1920 cada uma durava 2500 horas. Hoje elas aguentam, em média, cerca de 1000 horas. Essa diferença aconteceu porque os fabricantes acordaram que elas deveriam “morrer” mais rápido para que os consumidores precisassem comprar mais. Há também exemplos sobre:
- impressoras que registram a quantidade de páginas que imprimem e param de funcionar a partir de um número determinado de impressões ou
- meias-calças produzidas com fios de baixa qualidade, depois de sua fabricante ter confeccionado um tecido altamente resistente, para que as mulheres comprem o artigo com frequência.
Além de estimular um ciclo vicioso de consumismo, a prática causa problema ambiental e social. Os objetos obsoletos, principalmente equipamentos eletrônicos, são jogados fora de maneira incorreta – o certo seria enviar para a reciclagem – e acumulam-se em lixões, contaminando o solo. Cada nova produção exige mais consumo de recursos naturais, como água, minérios e árvores. Outro agravante é que algumas pessoas desempregadas se submetem a ir até os lixões ilegais para encontrar metais valiosos que compõem os eletrônicos – como prata, ouro, cobre, paládio -, mesmo que em pequenas quantidades, e vendê-los.
O filme está na internet. Assista abaixo e responda: você pensa em toda essa história antes de comprar um novo eletrônico? O documentário fez você refletir sobre os próprios hábitos de consumo?



 


Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/planeta/filme-obsolescencia-programada-explica-por-que-produtos-tem-vida-util-curta/

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Reação ao texto “O Ponto de Mutação” de Fritjof Capra.

Boa noite leitores,




Aqui está minha última reação, espero que vocês gostem e abram suas mentes para o que estamos fazendo com o Planeta e com nossas vidas individuais e coletivas! 


Leiam com atenção e façam uma reflexão!









Estamos vivendo uma crise, com patamares sociais, econômicos e ecológicos; que ameaça a raça humana e toda a vida no planeta. A tecnologia investe dinheiro onde não deve, ao mesmo tempo somos enganados pelo desenvolvimento tecnológico, que faz com acreditemos que necessitamos de coisas inúteis. Nosso planeta pede ajuda e nós apenas o poluímos, seja o ar, a água, o solo, enfim a vida. Estamos intoxicando o que a Terra nos dá por bondade, aquilo que necessitamos para viver.
E não é só o Planeta que sofre. Nós seres humanos, que moramos nesta “casa”, também nos desintegramos. Não há mais respeito; a violência; os acidentes; as doenças, só crescem a cada dia. A ilusão do progresso faz com que esqueçamos até aquilo que mais gostamos; tornamos-nos especialistas em partes de algo da realidade, quando na verdade o que importa é entender que a realidade é um sistema interligado por diversos fatores.
Conheceremos a era do declínio total do patriarcado, da falta dos combustíveis fósseis e de uma profunda mudança nos paradigmas culturais , responsáveis pela visão da realidade. Hoje pensamos que apenas o conhecimento científico é válido; que viver é competir e que o progresso não tem limite. A crise que estamos vivendo é um processo de transição de dimensão planetária, onde indivíduos, ou melhor, seres vivos, representam um grande ecossistema planetário.
A concepção filosófica chinesa “I Ching” é muito bem abordada por Capra. Neste pensamento, existem dois pólos, chamados de YIN e YANG, acredita-se que todos os fenômenos naturais são manifestações oscilantes destes dois pólos. Não há um melhor do que o outro, o melhor é que haja um equilíbrio entre esses dois pólos. Na nossa civilização ocidental entendemos que pelo fato do YIN ser receptivo, conservador etc., deve se submeter ao YANG que é expansivo, agressivo etc., daí vem a dominação masculina;  o renome da pensamento racional; o conhecimento científico como primordial etc.
De tanto utilizar a mente como fonte e expressão de conhecimento, esquecemos que o corpo e o ambiente natural podem nos ensinar e nos revelar aquilo que ainda não conhecemos. Com a ciência newtoniana o meio ambiente foi explorado, assim como as mulheres, visando uma concepção mecanicista do universo.
Nosso progresso foi tão racional, que podemos controlar coisas tecnológicas, mas não controlamos nossas ações do dia-a-dia. Em um sistema saudável, tanto os indivíduos como o ecossistema, estão em pleno equilíbrio e integração, além de uma profunda abertura às mudanças possíveis de acontecer nesse sistema não-linear e flexível.
Assim, ficam evidentes que o YIN/YANG são tendências integrativas e auto-afirmativas, necessárias à obtenção de relações sociais e ecológicas harmoniosas. E o mais importante é que essa tendência vem se concretizando através de movimentos feministas e ecológicos; novas consciências estão brotando desse sistema fracassado.
Enfim, as teorias científicas nunca conseguirão explicar a teia da vida, ou melhor, a realidade, podem até aproximar-se da realidade, através de descrições; mas a verdadeira realidade está no saber viver e conhecer o segredo e o milagre da vida.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quais são as vantagens e desvantagens de Belo Monte?


A maior vantagem é óbvia: mais eletricidade. O consumo de energia sobe junto com o do PIB. Em 2010 foram 7,5% de crescimento no Produto Interno Bruto e 7,8% no do consumo de eletricidade. Sem energia, o país não cresce. E se o país não cresce você tende a perder o emprego - pior do que dormir no escuro... Belo Monte, por esse ponto de vista, é uma necessidade. Mas para alguns é uma atrocidade, já que seu reservatório vai alagar uma área na Amazônia equivalente a 1/3 da cidade de São Paulo, entre outros desequilíbrios ambientais. Por essas, Sting e o cacique Raoni já atacavam Belo Monte em 1989. Na época, a proposta de aproveitar as águas do rio Xingu para gerar energia já era antiga: começou em 1975, no governo Geisel. Em 2011, as obras começaram. E os protestos aumentaram. O Movimento Gota D`Água, em que atores defendem o fim das obras no YouTube, é só o mais recente. O apelo é substituir a usina por fontes de energia eólica e solar. Para quem defende Belo Monte, isso não faz sentido: seria mais caro e menos confiável. A maior certeza é que, até janeiro de 2015, a data marcada para a entrega da usina, muita água vai rolar nesse debate.

ARGUMENTOS CONTRA

Debaixo d`água


O lago que alimentará as turbinas de Belo Monte vai ocupar uma área equivalente a 90 mil campos de futebol da bacia do Xingu, que abriga 440 espécies de aves e 259 de mamíferos.

640 km2 é a extensão da área alagada, que equivale a 1/3 da cidade de São Paulo


Caos social

A obra vai obrigar a realocação de 5 988 famílias. Além disso, milhares de migrantes serão atraídos para a região. E as obras de saneamento prometidas para recebê-las estão atrasadas.

20 mil pessoas terão de sair de suas casas.

A cidade de Altamira espera 100 mil novos moradores. A população da cidade vai dobrar, e não há infraestrutura para isso.

Desmatamento

O lago da usina receberá água drenada de outras regiões do rio Xingu para que haja volume suficiente no reservatório. Essa água chegará por meio de um canal com 130 m de espessura e 20 km de extensão.

Para a construção do canal, serão removidos 100 milhões de m3 de floresta, que encheriam 40 mil piscinas olímpicas

Índios ameaçados


Com o canal drenando água, a área do Xingu próxima ao lago terá sua vazão reduzida. São 100 km de rio que, segundo especialistas, podem até secar. Isso pode destruir o modo de vida dos índios que habitam a região e vivem da pesca.

100 km do rio Xingu terão a vazão reduzida

952 índios serão afetados

ARGUMENTOS A FAVOR

Energia barata


Mil chuveiros ligados por uma hora dão um megawatt-hora (MWh). Em Belo Monte, 1 MWh custará R$ 22. Essa energia tirada de uma usina eólica custaria R$ 99. De uma solar, quase R$ 200.

Para igualar a produção de Belo Monte, seriam necessários

19 termelétricas

17 usinas nucleares iguais a Angra II

3 700 torres de energia eólica

49,9 milhões de placas de energia solar

Motor para o PIB

O Brasil precisa de mais energia. A demanda no país, segundo a Agência Internacional de Energia, deve crescer 2,2% ao ano entre 2009 e 2035. Mais do que a média mundial, de 1,3%, e até do que a China, de 2%.

Crescimento de consumo de energia elétrica em 2010 - 7,8%

Neste ritmo, o Brasil precisaria dobrar sua capacidade de geração de energia a cada 12 anos

Desenvolvimento

As cidades próximas às usinas enriquecem - foi o que aconteceu com a região de Tucuruí, também no Pará, onde desde 1984 está a primeira grande hidrelétrica da Amazônia, inaugurada em 1984.

Serão criados 40 MIL empregos diretos e indiretos.

Os investimentos do governo em saúde, educação e infraestrutura chegarão a R$ 4 bilhões isso dá 7 vezes o PIB de Altamira.

42% está ótimo

A área alagada de 640 km2 é pequena. Tucuruí ocupa 2 850 km2 . Itaipu, 1 350. Também criticam o fato de que a usina vai operar a 42% de sua capacidade, em média. Mas é o normal, por causa das estiagens. E mais eficiente do que lá fora:

Média da capacidade de operação


ESPANHA - 21%

FRANÇA - 35%

BELO MONTE - 42%

EUA - 46%

BRASIL - 50%

Artigo retirado de:  http://super.abril.com.br/ecologia